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Como preparar o balanço da sua empresa para uma due diligence

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Por Beorange

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Quando um comprador ou investidor senta para analisar uma empresa, o primeiro documento que ele abre é o balanço patrimonial. Não o pitch deck. Não o histórico de crescimento. O balanço.

E o balanço conta uma história. Uma história sobre o que a empresa deve, o que ela tem, o que ela escondeu e o que ela nunca registrou. Founders que entendem isso chegam a uma due diligence preparados. Os que não entendem, muitas vezes perdem o deal, aceitam valuations menores ou descobrem na hora errada que a casa não estava tão arrumada quanto pensavam.

Este artigo explica o que um comprador analisa no seu balanço, quais são os pontos que mais travam transações e, principalmente, o que fazer para se preparar com antecedência.

O que o comprador analisa no balanço

A due diligence contábil não é uma leitura superficial de números. É uma investigação. O objetivo do comprador é identificar riscos que não aparecem no headline da empresa, entender se o lucro reportado é real e estimar passivos que podem surgir depois do fechamento do deal.

Os principais pontos de análise são:

  • Consistência das demonstrações financeiras nos últimos 3 a 5 anos

  • Qualidade do resultado: o EBITDA é recorrente ou inflado por eventos não operacionais?

  • Capital de giro e ciclo financeiro: a empresa consome ou gera caixa com o crescimento?

  • Nível de endividamento real versus o que aparece no balanço

  • Passivos contingentes: trabalhistas, fiscais, regulatórios

  • Política de distribuição de lucros e o que foi formalizado versus o que foi feito de forma irregular

A lógica é simples: o comprador quer saber quanto do que está pagando ele realmente vai receber, e quanto pode virar problema no futuro.

Os 5 pontos mais auditados em uma due diligence contábil

Ponto auditado

O que o comprador busca

Passivos ocultos ou não registrados

Dívidas com fornecedores, sócios ou terceiros que não aparecem no balanço

Contingências fiscais e trabalhistas

Processos em andamento, autos de infração, parcelamentos vencidos

Créditos tributários

Se são reais, exigíveis e qual o prazo de aproveitamento

Passivos de RH

Férias vencidas, FGTS em atraso, PLR não provisionada, contratos informais

Distribuições informais de lucro

Retiradas sem registro contábil, despesas pessoais lançadas como empresariais

Passivos ocultos

Este é o item que mais atrasa ou cancela transações. Dívidas não registradas incluem desde acordos informais com fornecedores até passivos com ex-sócios, garantias dadas em nome da empresa que nunca foram contabilizadas ou empréstimos entre empresas do mesmo grupo sem documentação.

O auditor vai cruzar extratos bancários, contratos e a contabilidade. Se os números não fecham, a pergunta vai ser feita. E a resposta vai impactar o valuation.

Contingências fiscais e trabalhistas

A Receita Federal, os estados e os municípios têm acesso a informações cruzadas que, em muitos casos, a empresa subestima. Divergências entre o que foi declarado e o que foi recolhido aparecem em consultas ao sistema da Receita, certidões negativas e relatórios de conformidade.

No lado trabalhista, reclamações de ex-funcionários, contratos de prestação de serviços que na prática configuram vínculo empregatício e ausência de registro de ponto são pontos clássicos de contingência.

Créditos tributários

Os créditos tributários são ativos no balanço. Mas o comprador vai questionar se eles são realizáveis e em qual prazo. Um crédito de PIS/COFINS de R$ 500 mil que leva cinco anos para ser aproveitado vale muito menos do que parece no papel.

Passivos de RH

Férias vencidas não provisionadas, FGTS recolhido com atraso, 13º não provisionado no momento certo: são itens que o auditor encontra com facilidade comparando a folha de pagamento com as provisões no balanço.

Distribuições informais

Este é um dos itens mais delicados. Quando sócios retiram dinheiro da empresa sem formalização contábil, quando despesas pessoais são lançadas como despesas operacionais ou quando o resultado é distorcido para reduzir tributos, tudo isso aparece na due diligence. E tudo isso impacta a confiança do comprador na qualidade dos dados apresentados.

Como um balanço mal organizado trava ou desvaloriza um deal

Um processo de M&A pode levar entre 3 e 12 meses. A due diligence é a fase em que a maioria dos deals morre ou perde valor. E a causa mais comum não é a falta de resultado: é a falta de organização contábil.

Os cenários mais comuns são:

Redução de valuation por ajuste de EBITDA. O comprador identifica despesas pessoais lançadas como operacionais ou receitas antecipadas que inflavam o resultado. O EBITDA ajustado é menor. O múltiplo aplicado sobre esse número reduzido resulta em uma oferta menor do que a expectativa do founder.

Escrow ou retenção de parte do pagamento. Quando há contingências identificadas mas não quantificadas com precisão, o comprador propõe reter uma parte do pagamento em escrow até que os riscos sejam resolvidos. O founder recebe menos no fechamento e fica amarrado ao deal por mais tempo.

Cancelamento do processo. Em casos onde as inconsistências são graves ou o nível de desorganização é alto demais para ser corrigido no prazo da transação, o comprador simplesmente desiste.

Quando começar a preparação contábil

A resposta direta é: pelo menos 18 a 24 meses antes de qualquer conversa com potencial comprador ou investidor.

Isso não significa que o founder precisa saber com 2 anos de antecedência que vai vender a empresa. Significa que a contabilidade precisa ser tratada como um ativo estratégico, não como uma obrigação fiscal.

O que fazer nesse período:

12 a 24 meses antes: organizar a escrituração, regularizar passivos trabalhistas e fiscais, formalizar todas as distribuições de lucro, revisar contratos com prestadores de serviço e garantir que as demonstrações financeiras reflitam a realidade da empresa.

6 a 12 meses antes: produzir demonstrações financeiras revisadas (não apenas declarações fiscais), mapear contingências e quantificar riscos, organizar documentação societária e separar patrimônio pessoal do empresarial.

0 a 6 meses antes: preparar o data room com documentação contábil, fiscal, trabalhista e societária. Ter respostas prontas para as perguntas que sempre aparecem em due diligence.

O papel da contabilidade estratégica no M&A

Contabilidade estratégica não é sobre cumprir obrigações. É sobre construir um ativo que representa o valor real da empresa de forma clara, verificável e defensável.

Empresas que chegam a uma due diligence com contabilidade organizada têm três vantagens concretas:

Negociação mais rápida. Quando os números estão claros e documentados, o processo de auditoria é mais curto. Menos tempo em due diligence significa menos desgaste e menor risco de o deal cair.

Valuation mais alto. Um EBITDA limpo, sem ajustes para remover distorções, vale mais. A percepção de risco do comprador é menor quando a contabilidade transmite confiança.

Mais controle sobre as condições do deal. O founder que chegou preparado tem mais poder de negociação. O founder que chegou com problemas para resolver está negociando em posição de fragilidade.

Vai por uma due diligence ou está pensando em captar investimento? A Beorange ajuda empresas de tecnologia a organizarem o balanço com visão estratégica, mapeando riscos contábeis e preparando a documentação para uma transação. Fale com a Beorange.

Conclusão

O balanço é o documento que conta a história financeira da sua empresa. Antes de qualquer deal, o comprador vai ler essa história com atenção e vai comparar o que ela diz com o que os extratos, contratos e declarações mostram.

Preparar esse documento com antecedência não é burocracia: é estratégia. Empresas que chegam a uma due diligence com a casa arrumada fecham deals melhores, mais rápido e com menos surpresas no caminho.

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